Este é um espaço de reflexão e opinião de um improvável leitor... Ordinário em sua existência, às vezes transgressor em sua análise. Mas como eu disse, é apenas um espaço. E como tal, precisa ser eternamente preenchido...
sábado, 1 de fevereiro de 2014
HOMENAGEM: AMIZADE
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
CAMPANHA ESQUEÇA UM LIVRO EM COLATINA
Espero num futuro bem próximo, poder vir aqui com um novo post para compartilhar os bons resultados dessa iniciativa.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
RESENHA DE LIVRO – Meu Sonho Contigo
Não é preciso o menor esforço para se perceber o quanto o personagem foco deste incrível trabalho literário (mas de nome duvidoso), intitulado “Meu Sonho Contigo”, é perspicaz. A autora, Nuala O’Faolain (esplêndida) conseguiu com maestria, exibir traços e personalidades de uma mulher de meia idade, bem-sucedida profissionalmente, mas que viveu sua vida inteira distante do amor. Seja este amor familiar ou afetivo. A profundidade narrativa que podemos encontrar e por que não, sentir, neste livro é tamanha, que por vezes ficamos com a sensação de que estarmos diante de uma biografia, em vez de um romance de ficção.
Não se engane com o título brega, “Meu Sonho Contigo” é um livro gostoso em sua força e profundidade. Que expõe sem nenhum romantismo, aquilo que poderia muito bem ser uma anônima aventura, vivida por mim ou por você. Uma jornada cujo encanto se revela nos detalhes mais simplistas, de um ser humano limitado e falho...
sábado, 4 de janeiro de 2014
RESENHA DE LIVRO – Felicidade Clandestina
Não sei se o meu maior pecado é ainda não ter nenhum livro de Clarice Lispector em minha modesta estante, ou se é o fato de eu ter levado tanto tempo para conhecer essa fantástica escritora, nascida na Republica Popular da Ucrânia, porém brasileiríssima (Clarice foi naturalizada; ela se declarava Pernambucana) para o nosso orgulho. Quando questionada sobre sua nacionalidade, ela costumava destilar a seguinte pérola: “Naquela terra eu literalmente jamais pisei; fui carregada no colo”. Declarava-se brasileira com altivez.
Como não poderia deixar de ser, no meio literário eu vivi vendo seu nome e ouvindo falar desta escritora, mas levei muitos anos para finalmente ler um livro de sua autoria. E enfim, minha remissão aconteceu com este delicioso “Felicidade Clandestina”, que nada mais é do que uma obra que reúne textos que podem ser classificados como “contos”, embora este não seja exatamente o termo abrangente, porque Felicidade Clandestina parece alternar seus gêneros; ás vezes nós nos pegamos lendo um conto, noutras encontramos algo mais próximo do que seria uma crônica (que são os meus preferidos).
O conteúdo da obra reúne vinte e cinco textos que tratam de temas diversos, alguns relatados de maneira corriqueira, como recordações da infância e juventude da autora (alguns textos são autobiográficos). Já outros trabalhos são um pouco mais complexos e ligados á questões da alma, pensamentos reflexivos e uma espécie de representação dos processos mentais de cada personagem. Conforme avançamos com a leitura, vamos encontrando uma obra mais introspectiva do que outra, coisa que somente os grandes gênios da literatura são capazes de realizar.
O mais impressionante dentro do mundo literário é que livros não envelhecem como geralmente ocorre com outras fontes de cultura. Este livro da Clarice foi lançado inicialmente em 1971, mas quando eu estava lendo, senti como se estivesse diante de algo recente; de textos que expressam situações cabíveis e absolutamente sensatas, mesmo para leitores deste longínquo ano de 2014, e que provavelmente assim continuarão sendo pelos próximos séculos que virão. Clarice Lispector escreve com um traçado moderno e jovial; como se ainda estivesse viva, e provavelmente ela ainda está... só que dentro do coração de seus leitores.
É graças á essa mágica dos livros que aos poucos eu posso me redimir dos meus pecados literários, e á cada dia, poder conhecer novos autores brilhantes, escondidos por entre infinitas prateleiras de bibliotecas ou nas imensas livrarias, pelo mundo afora.
Felicidade Clandestina é leitura obrigatória para os amantes de literatura em geral, e Clarice Lispector é sim, a mais engenhosa autora brasileira que já li até a data desta postagem.
sábado, 30 de novembro de 2013
RESENHA DE LIVRO – NO ESCURO
terça-feira, 5 de novembro de 2013
RESENHA DE LIVRO – A REMINISCÊNCIA OCULTA
sábado, 2 de novembro de 2013
RESENHA DE LIVRO – PORQUE VOCÊ É ASSIM
O tema abordado aqui gira em torno do nosso comportamento e busca tentar entender porque somos como somos, exatamente como propõe o título deste volume. O autor vai em busca de conteúdo para tentar explicar porque você adquiriu algumas manias, as quais você mesmo já deve ter notado que não consegue se livrar. E como geralmente acontece com as matérias feitas pela revista Superinteressante, Otavio trabalha principalmente por intermédio das bases cientificas para rechear seu livro e tentar explicar alguns traços de nossa personalidade, assim como fazer-nos entender que algumas dessas manias comportamentais podem ser mudadas ou melhoradas.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
RESENHA DE LIVRO – PIXU
RESENHA DE LIVRO – A VOLTA DO PARAFUSO
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
RESENHA DE LIVRO – BRIDA
sábado, 28 de setembro de 2013
RESENHA DE LIVRO: Heroína & Rock N' Roll
Para viajar pelas páginas do livro que narra o diário de um ano devastador na vida de um astro do rock chamado Nikki Sixx, é preciso duas coisas: coragem e estômago forte. Porque todo o conteúdo deste trabalho é a nua e crua realidade de quem viveu á beira de um abismo profundo e perverso chamado Drogas. Antes de lê-lo, o pouco que já tinha ouvido falar sobre o baixista e compositor do Motley Crue, foi suficiente para que eu o considerasse um completo idiota.
Obter esse livro foi realmente muito bom. E lê-lo foi uma experiência singular. Nunca procurei por algo sobre Nikki Sixx ou sua banda, o Motley Crue. De fato, eu encontrei esse livro da mesma forma como acontece quando não conheço a fonte: numa banca de promoções, em uma livraria qualquer, á um preço irresistível.
O visual do livro é arrasador; bem colorido, com fotos, gravuras legais e as passagens do diário foram feitas com uma escrita datilográfica bem bolada. Como se fossem as páginas do diário de Nikki Sixx, xerocadas para impressão. Durante as passagens do diário, há comentários de pessoas que estiveram próximas ao Motley Crue na época. Destaque para os comentários de certo guitarrista chamado Slash, que integrava uma banda que estava em início de carreira, o Guns N’ Roses.
Em determinado momento do livro, há um intervalo onde o próprio Nikki levanta uma questão que inevitavelmente invade e permanece constante na mente do leitor, já nas primeiras páginas:
Como esse cara ainda pode estar vivo?
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
CRÔNICA: INESPERADA INSTROSPECÇÃO
Sentado no gramado sintético, ao
lado de uma grande amiga, ouviu-se alguns acordes aleatórios de guitarra.
Imediatamente quase todas as pessoas, que também descansavam pelo chão da Cidade do Rock, levantaram-se, inclusive
esta amiga, todos os olhares de expectativas direcionados para o Palco Mundo. Pois eis que de forma quase
despercebida, eu a puxei de volta ao seu lugar e falei:
– Calma. Não é assim que o Metallica começa seus Shows.
De fato, o que estava a se
manifestar no palco, naquele exato instante, era alguns operários da equipe de
produção afinando instrumentos. Ela voltou a se sentar e aguardamos
pacientemente (talvez ela nem tanto), pelo início de “Ecstacy of Gold”, de Ennio Morricone;
canção que se tornou marca registrada na abertura dos shows da banda. Só então
nos levantamos e toda a euforia do rock teve início.
Menos a minha.
Naquele momento em que o Metallica pisou no palco, o delírio
explodiu coletivamente no coração da massa roqueira. Vi uma sacolejante
multidão saltar nas alturas, sob um ritmo frenético no qual James & Cia nos impôs, ao longo de
quase duas horas e meia de show. Mas para minha surpresa, não consegui fazer
absolutamente nada, além de cantar as músicas de maneira quase tímida e, em
raras ocasiões, permiti-me alguns leves sacolejos de cabeça, talvez até
desajeitados, como os de alguém que escuta o Metallica pela primeira vez.
Eu mesmo não me reconheci
naquele momento.
Olhava para as luzes do palco;
sentia arrepios quando ouvia o coro de mais de noventa mil pessoas cantando,
juntas, as canções. Acordes que tanto quis um dia testemunhar com meus próprios
olhos, braços erguidos para um céu escurecido que em alguns instantes era
violado pelos holofotes hiperativos daquela edição do Rock In Rio..., os meus braços também se levantavam, às vezes, de
maneira acanhada; munhequeiras em meus
pulsos condiziam e me traziam a lembrança do lugar ansiado. Por perto, alguém
olhou para o nome escrito em meu braço direito. Ele sorriu e acenou para mim, mostrou
sua tattoo. Éramos fãs da mesma banda. Só que ele saia do chão, empolgado,
completamente envolvido pela energia...
Enquanto eu era incapaz de me
mover.
“Nem parece que acabamos de ver o show da sua banda favorita”, comentou minha amiga, quando o espetáculo chegou ao fim. Olhava-me com seu rosto suado, porém, a expressão ainda intrigada com aquela inesperada introspecção.
Esse é o resumo da minha
conduta nem um pouco previsível, durante o show que mais aguardei na vida. E a
pergunta que inevitavelmente me faço desde então é: por que eu me senti tão
deslocado?
Sim, eu adorei estar lá, perto
dos veteranos que tocam as músicas que me acompanham desde a adolescência. Senti
o termômetro da minha emoção subir a cada nota introdutória que anunciava outro
clássico. Minha alma vibrou quando o coro em uníssono saiu da garganta da
multidão e rasgou a noite do dia dezenove de setembro de 2013.
Mas aconteceu alguma coisa
comigo, a qual ainda não sei explicar. E dizer que fiquei hipnotizado pelo
espetáculo certamente soaria como uma esfarrapada retórica... Não foi isso.
A melhor explicação que tenho
é não ter nenhuma resposta que esclareça minha melancolia. Estar completamente introspectivo
diante do show que tanto aguardei, foi um ato inexplicável e imprevisto.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
RESENHA DE LIVRO – A PERSEGUIÇÃO
sábado, 27 de julho de 2013
RESENHA DE LIVRO – O PODER DO AGORA
sábado, 13 de julho de 2013
CRÔNICA: A MORTE DO ROCK?
O fabuloso rock não só não morreu, como continua crescendo na inventividade de bandas do meu tempo, nas quais não citarei por dois motivos: Porque é um ato supérfluo; e pelo receio de cometer o pecado de me esquecer de algum dos infindáveis talentos, no qual somente a MTV não consegue enxergar, ou acha que está morto...
sexta-feira, 12 de julho de 2013
CRÔNICA: PROSA COM O MALUCO
Eu nunca soube se a ideia dele deu certo. Mas de uma coisa a mulher dele certamente sempre soube: pra ser casada com um “Maluco” apaixonado por Rock, às vezes é preciso relevar essas coisas.















