segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SUA MORTE EM BOAS MÃOS


Você possui algum desejo inusitado que gostaria de ter realizado em seu funeral?
Se por acaso sua resposta for sim, então você precisa dos serviços de um sujeito chamado Robert D. Webter.  O americano é agente funerário há mais de trinta anos, e digamos que, ao longo desse tempo, se tornou especialista em atender aos últimos pedidos mais incomuns de seus clientes. E ele resolveu compartilhar suas aventuras funestas, num livro onde conta como foram algumas das situações mais estranhas em enterros.
Só pra se ter uma ideia, o cara já organizou um funeral em que o morto levou uma picape para a sepultura; outro em que o caixão continha uma coleção de revistas Playboy; e um velho milionário que insistiu em ir para a cova, levando consigo um quadro avaliado em mais de cem mil dólares.
O título do livro, “Does this mean you’ll see me naked?”, foi uma ideia que surgiu em conversa com uma amiga da esposa de Robert, que o chamou num canto durante um velório, dizendo que queria que ele cuidasse do seu funeral quando ela morresse, mas que antes gostaria de saber um pequeno detalhe. Ela perguntou: “Você precisa me ver nua para fazer o seu trabalho?”. Segundo Robert, as mulheres são mais recatadas nesse aspecto do que os homens.
Infelizmente essa perola ainda não possui tradução aqui no Brasil, portanto, ainda teremos que esperar um pouco mais para descobrir o que esse povo anda cismando em levar junto, para a morada final...

RESENHA DE LIVRO - O Dossiê Iscariotes


Uma Trama bem elaborada, um thriller de suspense, um autor com anos de experiência em jornalismo, e até título e capa envolventes, foram as premissas de Marcos Losekann para sua primeira investida literária. Sim, pois seu livro, “O Dossiê Iscariotes”, parecia ter todos os ingredientes para garantir seu espaço entre os grandes Best-sellers mundiais.
Contudo, acho que o trabalho do repórter da Globo não foi muito além dessa mesma “Premissa”, o que não quer dizer que seu livro seja propriamente ruim. Eu diria mediano e esquecível.
Uma pena, pois de fato, Losekann tinha em mãos todos os ingredientes para elaborar um excelente trabalho: um enredo bem bolado e anos de jornalismo. Mas talvez essa mesma vasta experiência, que deveria ter sido seu grande trunfo, acabou tendo um efeito contrário, deixando seu trabalho um pouco extenuante.
O romance policial (o autor prometeu que este é o primeiro volume de uma trilogia), conta a história de um correspondente jornalístico (por que será?), Anderlon Gonçalves Valderês, o AGV, que cobre uma série de reportagens que vão desde uma rebelião num presidio de Manaus, que acaba resultando na morte de todos os presos envolvidos e de uma freira, que era mantida como refém; ao assassinato de um seringueiro chamado Chico Mendes. Motivado por seus instintos jornalísticos, AGV se aprofunda nos fatos e acaba descobrindo que a chacina na prisão, foi na verdade um golpe de queima de arquivos.  E conforme a coisa vai se desenrolando, AGV, um homem ateu, se vê em meio á aparições sobrenaturais da freira morta, e outras situações que colocarão é prova todo o seu ceticismo.
Mas se a trama parece envolvente, Losekann peca no desenvolvimento de seus personagens. Praticamente todos são apáticos e sem-graças, começando pela figura principal, o AGV, narrado sempre como um profissional perfeito, politicamente correto, que escreve impecavelmente, é incansável e um perito em investigação. E pra balancear com tantas qualidades, lhe fora atribuído uma saúde debilitada por conta da AIDS. Mas nem isso ajudou a tirar de AGV sua condição de verdadeiro “chato”. Quanto aos demais personagens, diante de um herói tão magnífico, ficaram com a pequenez de coadjuvantes, que nada fazem além de esbarrar na jornada de AGV, para... Para nada.
Outro detalhe que deixou as coisas um pouco ruins foi o estilo jornalístico da trama. Justamente por se tratar de um personagem que rala exatamente na mesma profissão que o autor, a história ficou infestada de situações á cerca das atividades diárias de um correspondente brasileiro. E muitos relatos nesse sentido tornou a coisa meio cansativa...
Acho que Marcos Losekann merece os aplausos por sua ousadia. Porque geralmente quando jornalistas escrevem, contam apenas em documentários suas aventuras ao longo da carreira. E Marcos arriscou-se num suspense literário, no qual provou que possui talento para tal, mas que ainda precisa de amadurecimento nessa difícil arte de desenvolver histórias.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

RESENHA MUSICAL: KORN – Path of Totality


É uma pena ver a ininterrupta decadência de uma banda que foi tão boa, no qual seus dezoito anos de estrada parece não ter lhes fornecido o dom da experiência. Triste, mas a impressão que tenho é que o Korn se cansou, e continua gravando apenas para, digamos, “ganhar mais alguns trocados”. Definitivamente, os bons tempos de Follow the Leader, Issues e Untouchables se foram para sempre...
Em entrevista recente cedida pelo vocalista do Korn, Jhonatan Davis anunciou que os fãs da banda provavelmente odiariam o novo álbum, uma vez que, este seria um trabalho totalmente diferente de tudo o que a banda já havia feito.
De fato, o líder do Korn tinha toda razão em uma coisa: The Path of Totality não é apenas diferente; é ruim mesmo! Contudo, Jhonatan se engana ao pensar que este é o primeiro de seus trabalhos que serão odiados. Pelo menos eu discordo, porque seus últimos álbuns estiveram muito distantes do talento que fez com que o Korn se tornasse uma das maiores bandas de Nu Metal do mundo.
 É claro que a opinião de alguém que foi fã da banda (no meu caso, nos tempos de minha adolescência) pode comprometer um pouco. Mas verdade seja dita: se Jhonatan Davis queria fazer um trabalho tão diferenciado do estilo da banda, que fizesse isso de forma independente. E se não o fez, provavelmente foi porque queria usar o nome consagrado que sua banda possui para garantir vendas e imagem. E mais: se é pra fugir tanto das raízes assim, porque não acaba de uma vez com o Korn, e começa um novo trabalho, uma nova banda, tocando aquilo que ele quiser? Provavelmente isso atrairia novos fãs, que curtirem o novo gênero á que a banda se comprometer, e não lesaria os antigos, que assim como eu, sentem saudades dos velhos tempos...
Esta pode de fato parecer minha resenha mais odiosa. Mas quem curtiu Korn, e ouviu este último álbum, sabe muito bem do que estou falando. E meu conselho para os fãs é: Não perca seu tempo!! Mas se ainda quiser dar uma chance aos caras, como eu fiz, vai notar que, menos de dez minutos ouvindo The Path of Totality serão suficientes para lhe causar náuseas...  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

RESENHA DE LIVRO - AS AMIGAS DO CLUBE


Uma maré de livros “medianos” tem invadido minha estante nos últimos meses. E este “As amigas do clube” não foi uma exceção. A novela da jornalista e escritora holandesa Saskia Noort, apesar de possuir uma linguagem cativante, peca com sua trama fraquinha e desinteressante. Eu diria que o auge não passa de alguns poucos instante mornos ao longo de suas 352 páginas.
A trama segue envolta de um casal que abandona a capital holandesa, Amsterdam, para começarem vida nova em um povoado no campo. A personagem Karen, que narra a história, logo se vê em um lugar onde seu grande desafio passa ser a adaptação. Com o passar do tempo, ela conquista a amizade de outras famílias, que vivem aparentemente felizes e bem sucedidas. Juntas, elas iniciam uma espécie de clube gastronômico, no qual leva o título do livro.  Contudo, após um incêndio que resulta na morte de um dos personagens, a vida aparentemente perfeita de Karen começa a se revelar um círculo marcado por ciúmes, traições e materialismo.
Como eu costumo sempre apontar, “As amigas do Clube”, vale pela leitura ágil e descomplicada.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

POESIA: MENTES QUE MENTEM




Maçãs do rosto coloridas
com papel de seda,
retorciam-se no espelho desnudo
sorrindo para o mundo.

Lá fora, tempestade!
Raios espelhavam sua miudez,
em saltos.

Saltitava nos pingos da chuva
saboreando entre dentes
acidez do veneno respingado,
na pele nua.

Chamavam-na louca.
Louca da rua!
Nua!
Era tão só
e sua.

Poesia maravilhosa, que roubei do livro da talentosa escritora, e minha amiga, Carmem Lucia de Andrade. Á você Carmem, minhas mais sinceras congratulações!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MATÉRIA: CÉREBRO DOS APAIXONADOS POSSUI MECANISMO PARA EVITAR O ADULTÉRIO


Quem está apaixonado, vive em estado de graça; meio aéreo, sem prestar muita atenção no que está se passando em sua volta. Isso todo mundo já sabe. Mas cientistas da Universidade da Flórida descobriram que a coisa pode ir muito além: o amor torna o cérebro humano literalmente incapaz de prestar atenção em rostos muito bonitos.
Os pesquisadores fizeram um estudo para medir a atenção de 113 homens e mulheres, que foram expostos á fotos de pessoas lindas (e outras não tão bonitas). Metade dos voluntários teve de escrever, antes da experiência, um pequeno texto falando sobre o amor que tinha pelo seu parceiro. A outra metade fez uma redação genérica, sobre felicidade. Em seguida, as fotos foram exibidas – com os olhos dos voluntários monitorados por um computador. Quem tinha escrito (e pensado) em amor passou a ignorar as imagens de pessoas bonitas – seus olhos simplesmente não se fixavam sobre as fotos. E essa rejeição só acontecia com as fotos de gente linda. Já com as imagens de pessoas comuns, não havia diferença.
Segundo os cientistas, isso acontece porque, quando as pessoas pensam em amor, seu neocórtex passa a repelir pessoas muito atraentes – que são tentadoras e têm mais chances de levar alguém a praticar adultério. O mais impressionante é que, entre os homens, esse mecanismo “antitraição” é 4 vezes mais forte do que nas mulheres.
Os cientistas especulam que esse mecanismo teria se desenvolvido, ao longo da evolução, para ajudar os machos a se manterem monogâmicos. “Há muitos benefícios evolutivos em uma relação monogâmica, e o organismo leva isso em consideração”, diz o psicólogo Jon Maner.

(Fonte: revista Super Interessante)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MATÉRIA: E-BOOKS - UMA POSSÍVEL SAÍDA PARA ESCRITORES INDEPENDENTES


Não é nenhuma novidade que, em ritmo acelerado, os livros digitais estão, cada vez mais, tomando conta do mercado. E esta pode ser uma boa notícia para escritores independentes. Como a procura por um contrato com uma editora de peso têm se tornado algo distinto por conta da gigantesca quantidade de interessados, a publicação independente se mostra uma instigante opção. E o mercado de E-books está apostando nessa opção, podendo este ser um atalho para o tão sonhado reconhecimento.
Alguns autores já são mundialmente conhecidos como Nyree Belleville, que ganhou meio milhão de dólares nos últimos 18 meses, vendendo diretamente seus livros digitais, em vez de usar uma editora.
Mas também há estreantes como Eve Yohalem. Um mês depois de publicar por conta própria seu primeiro livro, a mina só conseguiu faturar US$ 100,00 – depois de gastar US$ 3.400,00 com despesas de publicação. De qualquer forma, ela afirma não ter pressa.
A publicação independente existe há muito tempo. Mas graças á tecnologia digital e o nascimento dos livros eletrônicos, o número de lançamentos de títulos independentes subiu quase 160% em comparação ao ano passado. Cálculos fornecidos pela R.R. Bowker, que monitora o segmento editorial. Empresas como a Amazon, chegam a oferecer até 70% da receita gerada pela venda dos livros digitais aos seus autores independentes. É um prato cheio se compararmos com as editoras tradicionais que pagam menos de 20% da receita líquida no segmento impresso.
Quer um exemplo? A autora Nyree Belleville, citada acima, é uma escritora já experiente em literatura romântica, que passou sete anos usando o pseudônimo “Bella Andre”, publicou por conta própria seu primeiro E-book em abril de 2010. Desde então, ela já conseguiu vender em torno de 265.000 cópias entre dez publicações digitais independentes. Com a variação do preço de cada E-book entre US$ 2,99 e US$ 5,99, a escritora já faturou mais de US$ 500.00,00.
Outro exemplo de sucesso ocorreu com a despretensiosa Darcie Chan, escritora voltada para o público feminino, que assistiu a ascensão de seu livro, “The Mill River Recluse” – sem tradução para o português, chegar ao quinto lugar da lista do The Wall Street Journal, dos mais vendidos em formato digital neste mês de Outubro. O livro de Chan custa meros US$ 0,99 por cópia digital. Seu livro, hoje vendido por diversos varejistas na Internet, havia sido rejeitado por algumas das maiores editoras americanas.
“Minha intenção era divulgar gradualmente meu nome como escritora, porque quando meu livro era rejeitado, a coisa que mais ouvia era que ninguém me conhecia. Jamais esperava que isso fosse acontecer”. Diz Chan.
É claro que estes são exemplo de dois surpreendentes sucessos alavancados pela indústria digital. O que não significa que qualquer trabalho neste sentido poderá vir a ser um sucesso absoluto ou mesmo certeza de lucros. Mas a dúvida que realmente intriga os pretendentes á escritor independente é quanto à publicação e os custos. Sem falar que conseguir a atenção dos leitores (principalmente por aqui, onde menos de 35% da população é consumidora de cultura) já é um enorme desafio. E nisso os E-books também possuem uma vantagem, pois eles podem ficar disponíveis em sites de vendas indefinidamente. Enquanto que um livro impresso, após seu lançamento, não fica por mais que seis meses nas prateleiras das livrarias. Depois disso seu ciclo de vendas se encerra. Enquanto com os E-books é o contrário. Geralmente levam de seis a nove meses para decolarem nas vendas e você ainda tem a vantagem de nunca deixar de vendê-lo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MATÉRIA: COMO FAZÍAMOS SEM LIVROS?


A escrita surgiu na mesopotâmia, criada pelos sumérios em 3000 a.C., mas a base para receber as letrinhas tal como conhecemos hoje tardou 4.5 mil anos a aparecer. Se você se encanta com o iPad e outros tablets, saiba que tabletes foram os primeiros suportes de textos. Eram de argila, pouco maiores que uma mão, e serviam de base para a escrita cuneiforme (em forma de cunha), feita com estiletes. Acarretavam dois problemas: eram difíceis de transportar e armazenar.
Os egípcios deram um passo adiante ao usar o papiro (foto acima), retirado de uma planta do rio Nilo. O que eles chamavam de livros, eram rolos presos a hastes de madeira. Foi com um acervo de papiro que surgiu a maior biblioteca da antiguidade, em Alexandria, fundado por Ptolomeu I (305-283a.C.). Os números destoam, mas ela guardaria algo entre 400 mil e 700 mil volumes.  Quando pegou fogo, no século 1 a.C., quase todo o conhecimento do mundo antigo virou cinza.
Na idade média, a tarefa de preservar os antigos livros ficou a cargo dos monges, especialmente dos beneditinos. Eles usavam couro de animais, o pergaminho – a técnica nasceu na idade de Pérgamo, hoje Bergama, na atual Turquia. Como eram caros, os monges raspavam pergaminhos para usa-los novamente, o que é conhecido como palimpsesto. Os religiosos criavam pouco. Na verdade, o trabalho dos copistas era reproduzir obras antigas. E não havia circulação. Quem quisesse ter acesso aos textos precisava perambular por monastérios. O volume de livros da humanidade á época de Dante Alighieri (1265-1321) poderia ser lido por uma pessoa ao longo de sua vida.
No renascimento, com o surgimento das primeiras universidades, a demanda por livros cresceu. Os primeiros, impressos com os tipos moveis, desenvolvidos pelo alemão Johannes Gutemberg em 1450, imitavam os pergaminhos. O livro, uma invenção que segue atual mais de 500 anos depois por causa do baixo custo e da portabilidade, ajudou a criar as línguas nacionais, popularizou a escrita, e segue mais ou menos com a mesma cara até hoje. Quem sabe quando eles darão lugar, definitivamente, aos tablets, ou tabletes?
“Eu, particularmente, espero que nem tão cedo...”.

(Fonte: Revista Aventura na História)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

PREVISIVELMENTE IRRACIONAL


Durante minha infância, sempre entendi os almoços de domingo em família como um verdadeiro tormento. Eu explico: é que minha mãe era o tipo de mulher que gostava de tomar um cuidado excessivo com as aparências sociais, sendo assim, era ela quem sempre fazia meu prato. E numa mesa enormemente farta, eu tinha que me contentar com um ou dois míseros pedacinhos de carne, enquanto ao meu redor, todos se esbaldavam. Somente uma única vez eu me atrevi a reclamar, e o resultado foi um interminável sermão por parte dela, cheio de ameaças. Acostumei-me tanto com esse hábito, que nos atuais dias, mesmo sem minha velha por perto, lá estou eu nos almoços de domingo, tentando manter a boa aparência pegando só um pedacinho. Quando o que eu realmente queria era pegar o bife maior. E não tem jeito. Hoje eu faço isso inconscientemente.
Este exemplo mostra um pouco do que este livro oferece: que todas as nossas decisões, mesmo aquelas que são milimetricamente calculadas, são contaminadas por sentimentos ou influências que quase nunca percebemos. E que acabam estragando o trabalho da razão.
O autor Dan Ariely, professor de economia comportamental da Universidade Duke e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos conta ao longo de 220 páginas que, sem perceber, deixamos de usar a razão frequentemente. Segundo ele, isso acontece porque nossas decisões são guiadas por fatores que passam despercebidos pelo cérebro quando estamos prestes á calcular o nosso próximo passo. Mesmo aqueles mais simples, como no meu caso, o de simplesmente pegar um pedaço maior de carne, conforme minha verdadeira vontade.
A notícia boa é que é possível estimular-nos á ver a realidade de uma forma distorcida, fazendo com que deixemos nossos olhos do hábito de lado, para usarmos os olhos da razão. Ariely nos dá um exemplo: segundo ele, sentimos que estamos sempre tomando decisões, mas, na verdade, estamos repetindo a mesma decisão várias vezes. E nem sempre pesamos os prós e os contras na hora de escolher. Apenas concluímos que, se já agimos assim antes, nossa decisão anterior deve ter sido a mais razoável. Se comprarmos um carro grande, é provável que continuemos comprando.
Previsivelmente Irracional é um ótimo livro, abordando um tema que envolve á todos nós... vale a pena.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

RESENHA DE LIVRO - MADONNA – 50 ANOS



Para começar a falar desse livro, preciso fazer uma confissão: nunca me interessei por Madonna ou pelo seu trabalho (para não ser completamente radical, eu gosto da canção "Frozen"). Eu só comprei o seu livro porque estava na seção promocional, há um preço baixo demais pra se recusar. Contudo, a biografia de uma mulher que começou do nada, e hoje é dona de uma fortuna avaliada em mais de 600 milhões de dólares; e que vendeu mais de 200 milhões de discos pelo mundo, é no mínimo curioso.
Cheio de desconfiança, e até com uma dose de má vontade, comecei a ler. E, pasmem! Para minha total surpresa, a contradição veio logo nas primeiras páginas. MADONNA – 50 ANOS, é um livro ótimo! A autora Lucy O’brien conta toda a trajetória da polêmica cantora, desde a infância até sua quinta década de vida, de forma segura e agradável. O texto desenvolve-se com uma facilidade que não se vê em qualquer autor. Em determinados momentos você começa até a gostar e entender Madonna. Em outros, você odeia e á acha uma louca. Isso caracteriza a habilidade da autora em interpretar o personagem, o que nos faz viver através de 512 páginas, um pouco do que foi a vida de muito trabalho, dedicação e controvérsia, da maior cantora pop da humanidade.
O ponto fraco do livro são os intermináveis relatos e estória á cerca da trabalheira que foi produzir cada disco da cantora. Em minha opinião, isso deixou algumas partes do texto um pouco "chatinhas" por conta de muitos termos e comentários técnicos dos envolvidos na produção (é claro que os fãs devem ter achado até isso muito legal. Quanto a mim, estava lendo a biografia de uma cantora, nada mais justo do que encontrar muito material sobre como foi preparar cada álbum. Uma vez que, Madonna parece ter passado a maior parte de sua vida dentro de estúdios de gravação).
E pra terminar esta resenha, eu o faço da mesma maneira que comecei: com outra confissão: ler MADONNA – 50 ANOS, me deixou no auge do sentimento de prazer na leitura, e com aquele gostinho de “quero mais”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

NOVO ALBUM DO MEGADETH


Depois do ótimo Endgame, de 2009, os caras do Megadeth estão de volta. E Dave Mustaine repete a dose com este TH1RT3EN, outro trabalho fodástico!!
É claro que não sou a melhor pessoa para opinar sobre a banda, uma vez que, minha condição de admirador do trabalho deles, deixa minha analise comprometida. Mas...
Aqui neste álbum, ganhamos uma avalanche de guitarras aliando riffs e solos perfeitos, deixando pra trás de uma vez os comentários maldosos de alguns idiotas que andavam dizendo que o Megadeth é uma banda de altos e baixos...
O destaque de algumas faixas (pra não dizer todas) fica por conta de “Sudden Death”, que abre o disco; “Public Enemy nº1”, bem agressiva; “Whose Life (Is it Anyways?)”, muito rápida...
Mais uma vez eu reforço: O ano de 2011 está bom demais!! Draconian e Arch Enemy foram os grandes álbuns do ano até agora. E, unindo-se á eles, com certeza o Megadeth...
Uma pequena decepção, se me cabe apontar, ficou por conta do fraquinho “Lulu” do Metallica.
E Viva 2011!!

RESENHA DE FILME - CONAN – O BÁRBARO


Quando li a sinopse e vi o trailer, fiquei com enorme desconfiança deste que foi um de meus filmes favoritos na infância. E minhas suspeitas tornaram-se fato quando assisti, ou melhor, aguentei á uma hora e meia desta extenuante porcaria.
Sim, este novo Conan – O Bárbaro, é ruim demais, pra não dizer coisas piores. Sabe aqueles filmes que deixam claro sua simples pretensão de arrancar dinheiro? E este é o sentimento predominante na cabeça dos que tiveram a paciência de ir ao cinema: a de que fomos enganados novamente.
Ok... Vou falar um pouco da “fraquíssima” trama: Após a morte do pai e de testemunhar o constante sofrimento de seu povo, vítima do terrível (ai meu Deus, que medo!!) Khalar Zym, o cimério Conan parte em busca de vingança... Simples assim.
Eu me pergunto onde os produtores do filme estavam com a cabeça quando escolheram um ator totalmente ausente de testosterona feito Jason Momoa? O cara até que tentou mostrar alguns bíceps e tríceps girando sua espada. Mas nem os modernos efeitos holywoodianos conseguiram agigantar o minúsculo ator.
As cenas de ação ficaram razoáveis e o clima do filme não passa de mais propósitos para colocar mais efeitos desnecessários. Por sorte, eu escapei de um profundo remorso, pois se tivesse visto em 3D, teria me custado bem mais... Ufa!!
Uma pena, mas teremos que aguardar mais um pouco até encontrarmos um Bárbaro Cimério á altura dos bons tempos de Schwarzenegger.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CRÔNICA: O Clube dos Teimosos



Componho esta crônicas para os habitantes de minha rua, para certas pessoas que residem na inconcreta cidade de Santaclara, para jovens, volúveis deusas que um dia me enfermaram de paixão. É pois com regular dose de espanto que descubro que tenho um leitor em Itaquaquecetuba, São Paulo. É de lá que me conta esse dr. N., e eu não vejo por que duvidar, que é engenheiro de profissão, tem 54 anos, uma esposa gaúcha e três filhas. Informa a seguir o dr. N. que dirige uma construtora que os negócios vão mais bem do que mal, que é vice-presidente de uma ONG ecológica, que nas férias acampa na Serra da Mantiqueira. Quem sou eu para supor que esses dados biográficos, quase cadastrais, são incorretos? Mas aí o dr. N. comete uma incorreção. O dr. N. me diz que entrou sem querer na vida errada. Que quando estava no científico ganhou um concurso literário, que na faculdade colaborou na revista do centro acadêmico. E que agora, "especialmente nos intermináveis fins de semana", fica pensando que, em vez de empresário, poderia ter sido escritor. O que é que eu acho?

Eu não acho nada, dr. N. Os cronistas são seres inconfiáveis, tratam no geral de bagatelas e de ninharias, não devem ter palpite em tão graves assuntos. No máximo posso lhe dizer, em homenagem ao apelo de seu post scriptum, que dá trabalho ficar horas a fio diante de uma tela, maquinando crônicas, contos, ameaços de novelas ou romances. Ganha-se mais pegando um cinema, assistindo a um concerto, colecionando cismares baldios. Já que isso de inspiração é como visita de médico, um aprendiz de escriba tem de penar na dura estiva de desembarcar idéias no teclado, dispô-las numa ordem razoável, dotá-las de algum ritmo, garimpar à procura da palavra precisa, da exata expressão, do claro conceito. Deve ter a humildade da autocrítica, a coragem de podar trechos inteiros, a infinita paciência de recomeçar. Deve ainda dominar cada armadilha do idioma, manter-se em boas relações com entidades que atendem por nomes desgraciosos, tipo ênclise, próclise, mesóclise, para ficar só nessas. Embora os gregos tenham esgotado há milênios todas as situações dramáticas imagináveis, é essencial ousar a criação de algo novo, de original, de único. Mister também é ser disciplinado, obstinado quase. Provocar os demônios interiores em horas determinadas, ou em cada fiapo do tempo disponível. É não desistir quando um branco se instala em sua mente e você percebe que nenhum pensamento, nenhuma emoção, fantasia alguma circula nesse vácuo, por mais que tente convocá-los à ponta de seus dedos.

Se nada disso o assusta, dr. N., bem-vindo ao clube. Bem-vindo ao clube dos que escrevem não porque sonham com fama ou fortuna. Não porque os tente a fútil vaidade do elogio fácil. Não porque os atraia o falso brilho de um fardão. Bem-vindo ao clube dos que escrevem talvez por teimosos. Ou, quem sabe, porque nenhum outro talento lhes foi dado.

Tão-só essa tola compulsão de iluminar por instantes com um foco, uma lâmpada, uma centelha a isso que chamam de condição humana.

(Texto maravilhosamente escrito por Liberato Viera da Cunha)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

RESENHA DE LIVRO - A Professora de Piano


Até tê-lo em minhas mãos, eu nunca havia ouvido falar em Janice Y.K. Lee, autora deste "A Professora de Piano". A razão disso se deve por este se tratar de seu livro de estréia. E o que me fez retirá-lo da prateleira da loja foi a trama: Quando a recém casada Claire Pendleton (a professora do título) se muda para Hong Kong, começa a trabalhar para uma familia rica e logo se vê envolvida com o motorista da família, Will Trusdalle, um homem cujo passado esconde inumeras situações conturbadas que mudaram sua vida, e este passado aos poucos se choca com Claire. E o derradeiro desfecho no qual eu confesso, esperava mais, infelizmente deixa uma leve sensação de que estavamos lendo um roteiro de "novela das 8".
A história se alterna entre altos e baixo, e em certos momentos o vai e vem de passado e presente acaba deixando a trama um pouco confusa...
Vale (como sempre) pela leitura e logicamente os acertos da autora, que embora sua estréia não seja lá essas coisas, deixou claro que possui um talento ainda em fase de amadurecimento.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Contágio


O que teria acontecido se a gripe suína tivesse matado 1 em cada 4 pessoas que contaminou?
É o que tenta imaginar esta ficção cientifica, na qual uma doença fatal e transmissível pelo ar mata milhares de pessoas em poucas semanas. Rapidamente, o planeta inteiro é contaminado não só pela doença, mas pela histeria coletiva.
É justamente por mexer com uma ameaça tão plausível que você provavelmente irá querer acompanhar este filme nas telonas. Quer uma outra razão? Esta é a chance de ver um filme sobre um vírus letal que arrasa a humanidade contado de forma competente e bem elaborada. Bem diferente da horrorosa série Blockbuster pípoca na qual já estamos de saco cheio, chamada Resident Evil ( É claro que me refiro aos filmes da série, porque os games são ótimos).
Contágio estreia dia 28 de Outubro. Uma excelente opção para quem gosta de nervos em frangalhos. E provavelmente você irá sair do cinema com medo até de encostar nas pessoas...

(Fonte: Revista Super Interessante)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

APOIANDO HITLER


Em fama, para o bem ou para o mal, Adolf Hitler está pau a pau com grandes nomes da história como os imperadores Romanos, grandes pintores e escritores, e porque não, até o próprio Diabo.
Mas a questão que todos nós já fizemos em pelo menos uma ocasião na vida é: o povo alemão sabia ou não sabia das maldades cometidas pelos nazistas? E, se sabia, quer dizer que apoiava Hitler? Essas questões e outras das mais polêmicas da 2º guerra são analisadas no livro “APOIANDO HITLER”, de Robert Gellately. Seu trabalho teve como base vários recortes de jornais, entrevistas de sobreviventes e documentários históricos da época. Um verdadeiro pente fino em um amontoado de informações novas, só agora reveladas,  no qual o autor buscou, e nos brindou ao longo de 518 páginas. Assim, depois de ler o livro, fica difícil ignorar a conivência alemã, sabendo que a imprensa noticiava algumas atividades nos campos de concentração, e que tantas pessoas comuns mandaram seus vizinhos e colegas judeus serem “investigados” pela Gestapo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

MATÉRIA: PEQUENOS EQUÍVOCOS QUE VALERAM A PENA



Em meio ás minhas leituras diárias, encontrei um artigo interessante a cerca de um de meus filmes favoritos; Coração Valente. O artigo destacava alguns “furos” cometidos no filme que conta a trajetória do mais famoso líder da resistência escocesa contra a invasão inglesa, William Wallace. São fatos que o filme ignorou, e que em minha opinião só contribuíram para o sucesso do mesmo.
 Como já sabemos Mel Gibson é o cara que interpreta, ou melhor, incorpora William. Foi sua melhor atuação nos cinemas, inevitavelmente resultando em Oscar de melhor filme e ator (vale lembrar que ele também dirigiu o longa).
William Wallace é tido como um verdadeiro Deus na Escócia. Tem monumentos do cara por todo o país e o poema The Wallace, do século XV é a segunda obra mais popular, só perdendo para a Bíblia. Bom, vamos aos furos:

Em 1296, o reino da escócia foi invadido por Eduardo 1º da Inglaterra. William foi um dos lideres da revolta como já sabemos. Contudo, no filme ele é retratado como um pobre camponês que tem a mulher atacada e morta por soldados ingleses. E embora ele fosse mesmo o condutor mais feroz da campanha contra o inimigo, William estava longe de ser pobre. Sua família lhe deixara como herança terras e dinheiro suficiente para sua estabilidade.
Quase dez anos liderando a resistência ele foi, como mostrado no filme, capturado, condenado por traição, enforcado e esquartejado. Mas em meio á esses fatos houve um homem considerado por historiadores como sendo mais decisivo para a virada escocesa. Ele se chamava Robert The Bruce.
No filme, Robert é um mero coadjuvante que trai William e consequentemente o país inteiro por dinheiro. Mas a verdade é que, além de não ter exatamente sido um traidor, Robert foi quem conduziu as tropas escocesas ás mais importantes vitórias. Como por exemplo, a de Bannockburn, quando, em 1314, seus 6500 soldados derrotaram mais de 20 mil ingleses, selando assim o fim de uma era de dominação inglesa.

Em minha opinião o artigo valeu como forma de curiosidade. Porque nada precisa ser mudado no filme. Certamente um William Wallace bem de vida seria muito menos carismático do que a versão que vimos nos cinemas. Afinal, nem tudo na telona precisa ser fato. Do contrário, não sobraria espaço para a criatividade e fantasia.

(Fonte: Revista Aventura na História)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sinceridade acima de tudo... Ou será que não??



Em uma determinada ocasião, eu acabara de sair da aula de inglês e aguardava no ponto pelo “abençoado” ônibus. Não era muito tarde (umas nove horas da noite) e fazia um friozinho não muito comum em minha cidade. Sentado ao meu lado havia três senhoras que estavam voltando de algum evento na igreja.
Subitamente, eis que surge em nossa frente um homem vestido em trajes esfarrapado, sujo e com aquele característico odor de quem não toma banho á semanas. Meio cambaleante, ele ergueu o braço em nossa direção e começou a salientar, o que eu já previra, algo do tipo dramático como só um experiente mendigo sabe fazer quando quer ganhar uns trocados.
Mas para minha grande surpresa o cara lançou-nos um argumento inesperado. Ele disse:
“Gente, dessa vez eu quero falar a verdade com vocês. Eu já tomei umas cachaças por aí e não estou com fome. Mas eu queria ver se vocês poderiam me arrumar uns trocadinhos pra eu poder fumar um cigarro”.
O que se viu em conseqüência foi uma verdadeira enxurrada de sermões e sovas das velhas beatas pra cima do mendigo, tentando mostrar o quanto ele devia se arrepender de ficar enchendo a cara e que cigarro faz mal para saúde. Obviamente o mendigo foi embora de mãos vazias, reclamando que nunca mais diria a verdade na hora de pedir esmolas.
Este caso exemplifica com muita clareza o quanto ser sincero pode atrapalhar uma empreitada no meio social. Se o mendigo tivesse dito aquelas mesmas ladainhas de sempre que conhecemos de cor e salteado, do tipo: “estou querendo comprar um prato de comida” ou “moro na rua, pois não tenho como comprar uma passagem pra voltar á minha cidade”, provavelmente a situação seria diferente e talvez ele ganhasse algum tostão. Mesmo que lá no fundo, eu e as velhinhas soubéssemos que o dinheiro seria usado para beber ou fumar.
É justamente nesse ponto que o jornalista alemão Jurden Schmieder através de seu livro intitulado “Sincero” se aventurou. O cara viveu propositalmente durante quarenta dias uma vida, digamos 100% franca, e nos brindou ao longo de 292 páginas os resultados de uma vida totalmente sem mentiras. Parece pouco, mas quarenta dias sem ao menos uma mera omissão, resultaram em diversas situações embaraçosas ao autor do tipo inúmeras desavenças com a esposa e o quase fim de uma velha amizade.
Continua achando pouco? Faça você mesmo uma experiência e tente pelo menos em um único dia bancar o autêntico dentro de uma sociedade na qual fomos treinados desde a infância á mutreta.
Eis alguns exemplos:
Comece o dia chegando ao trabalho e já dizendo ao seu chefe tudo o que você pensa dele do fundo do seu coração. Ou quem sabe despejar algumas verdades em cima daquele puxa-saco insuportável quando ele vier pedir sua opinião. Ou mesmo tente dizer o que você realmente está vendo quando sua esposa vier perguntar se você acha que ela engordou. E aproveite e declare o quanto você acha a irmã dela uma gostosa.
De fato, a situação é simplesmente uma só: sinceridade é uma palavra bonita e todo mundo finge que é essencial. Mas sua manifestação total no dia-dia pode, e certamente trará sérias conseqüências...


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

MATÉRIA: BIG BOSTA BRASIL




BIG BROTHER BRASIL

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Um abismo chama outro abismo.

( Texto de Luiz Fernando Veríssimo)

domingo, 7 de agosto de 2011

RESENHA DE FILME - Harry Potter: O FIM DE UMA SAGA


Enfim tivemos a conclusão da saga que já dura uma década do bruxinho mais famoso dos cinemas, e também dos livros, Harry Potter. E o que se viu no durante as quase três horas de “As Relíquias da Morte Parte 2”, foi uma verdadeira avalanche de efeitos especiais, ação, os desfechos de uma trama que parecia impossível de ser realizada por conta de tantas perguntas que ficaram sem resposta na primeira parte, e... Harry versus Lorde Voldemort.
Embora o filme tenha cumprido sua missão de encerrar a saga de forma digna, e que seja um entretenimento extremamente competente, achei que tanta coisa tendo que acontecer no mesmo filme fez com que algumas cenas decisivas e importantes acontecessem muito depressa. Cito, por exemplo, o desfecho final da personagem Bellatrix Lestranger (interpretada pela sempre excepcional Helena Bonham Carter). A idéia de por a bruxa frente a frente contra a mãe de Rony foi boa, porém tudo acontece muito depressa deixando a sensação de uma cena forçada. Penso que isso poderia ter sido evitado se um pouco de tantas conclusões tivesse acontecido na primeira parte, que a meu ver, em determinados momentos fica um pouco chatinha e vazia.
Legal foi ver a personagem Minerva Mcgonagall (Maggie Smith, maravilhosa) roubar a cena, lutar contra Severo Snape e depois comandar as tropas encarregada da segurança do castelo de Hogwarts.
Por fim, a luta tão esperada entre Harry e Você-sabe-quem não decepciona. Daniel Radcliffe e Ralph Fiennes encarnam seus personagens de forma brilhante e nos brindam com uma batalha final empolgante e sem rodeios.
E antes de vermos os créditos finais, uma cena envolvendo o trio Harry, Rony e Hermione, envelhecidos por maquiagem (que não ficou muito legal. Foi como ver garotos de cabelos grisalhos), na estação de trem, levando seus filhos para o primeiro dia de aula na escola de magia. Exatamente como acontece no primeiro filme.
Harry Potter chega ao fim, e já deixa aquela sensação de vazio no coração dos amantes de cinema. E parece que este mesmo vazio também está deixando os produtores de Hollywood de cabelos em pé. Afinal, é nítido a preocupação e desespero da indústria cinematográfica por encontrar um sucessor a altura de Harry Potter. As tentativas vão de filmes apáticos como a saga “As Crônicas de Narnia”, “Percy Jackson”, e a “A Bussola de Ouro”...
Definitivamente não será nada fácil substituir a turminha de Hogwarts.

sábado, 6 de agosto de 2011

VEM AI NOVO ALBUM DA KITTIE


A banda canadense Kittie está com seu álbum novo pronto para sair do forno. O titulo do disco é “Ive Failed You” e será lançado no fim de agosto pela One Music.
Para quem ainda não conhece, o som proposto pela banda é uma mistura de Metalcore e Num Metal. Kittie é liderado pela Frontwoman Morgan Landers, e assim como ela, todos os seus integrantes são mulheres. Foi justamente esse o motivo pelo qual me interessei pela banda á alguns anos; senti-me curioso e quis conhecer o som de um grupo de garotas que se arrisca dentro de um ritmo pesado e digamos “masculinizado”.
Pronto. Foi meio que amor á primeira ouvida... rsrsrs. Kittie não deve em nada em comparação com as bandas de metalcore formadas por marmanjos. As minas são entrosadas, fazem um som de peso e Morgan é simplesmente genial no vocal.

Caso queiram escutar um pouquinho do som, abaixo está o link da música "Empires (Part 2)", uma das faixas do novo disco.


Quando ouvi, fiquei com água na boca. Provavelmente teremos mais um belo trabalho das meninas do metal...  

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CRÔNICA: TRABALHAR PRA QUE?




Recentemente foi lançando um livro que está, num ritmo acelerado, alcançando o topo dos mais vendidos na Austrália. Trata-se do livro “Trabalhar pra que?” do psiquiatra australiano Peter Butterworth.
Na verdade, o livro não é exatamente uma apologia aos vagabundos, mas sim um instrumento que comprova o que muita gente ainda não sabe: ficar sem emprego é ruim, mas sofrer no trabalho é ainda pior.
O livro conta os detalhes de um estudo feito pelo autor e sua equipe ao longo de 7 anos, envolvendo mais de 7 mil voluntários, que ficar desempregado, seja por vontade própria, seja por demissão, pode aumentar o nível de felicidade das pessoas.
Alguns dos dados coletados no livro (ainda não lançado no Brasil) revelaram que num critério de satisfação, pessoas que estavam trabalhando em bons empregos, eram sempre as mais felizes. Enquanto na sequencia vinham empatados os desempregados e os trabalhadores com empregos ruins.
Tais dados poderiam provar que desemprego é semelhante á emprego ruim.
Contudo, não foi isso o que as pesquisas mostraram:
Ao longo do estudo, quem trocou o desemprego por um emprego ruim viu sua felicidade cair 6 pontos á cada ano. Já quem manteve-se sem fazer nada perdeu apenas 1 ponto.

Caramba, Eu sabia que eu não era feliz!!
Enquanto o livro não chega em terras tupiniquins, o negocio é ir correndo pedir as contas ao patrão... E que nossos bons trabalhadores brasileiros não descubram essa notícia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SAUDAÇÕES

Como já passou da hora de movimentar este blog, eu começo falando de... Rock, é lógico, porra. Porque escolhi esse tema? Simples: é que 2011 está pra lá de foda... Até agora vimos, ou melhor, ouvimos muita coisa boa:

ARCH ENEMY: Khaos Legion.



SIRENIA: The Enigma Of Life.


CAVALERA CONSPIRACY: Blunt Force Trauma


CHILDREN OF BODOM: Relentless Reckless Forever




SEPULTURA: Kairos


SCAR SYMMETRY: The Unseen Empire


DEADLOCK: Bizarro World



DRACONIAN: A Rose for the Apocalypse




ARKAN: Salan



AMON AMARTH: Surtur Rising




E ainda vem muito mais por ai... Viva 2011!!!